terça-feira, 20 de outubro de 2009

Teologia da Prosperidade

Sofrimento

Nos últimos estudos, vimos como foi nossa criação, como Deus se revela a nós e como é o Deus (único) que adoramos e servimos. Porém uma das maiores inquietações do crente, com certeza está relacionado ao sofrimento. De onde vem o sofrimento? Por que ele existe se Deus é bom? Que bem pode haver em sofrer? Por que ele não se restringe aos que não crêem no Senhor? As perguntas são várias, não há como escolher uma para colocar como Pergunta inicial.
A primeira idéia que devemos ter sobre o sofrimento é de que ele não será sempre originado do nosso pecado. Se fosse assim, Jesus não teria sofrido (1 Pedro 2.21-24 Vejamos então as fontes do sofrimento:
• Adão e Eva: Herdamos algumas conseqüências do pecado original (Gênesis 3.16-19).
• Outras pessoas: A maledicência pode causar sofrimento em nós. Por exemplo, se uma pessoa dirigir bêbada ela está colocando em risco não só a sua vida, como de todos os outros motoristas que possam, eventualmente, se envolver em um acidente com ele.
• Satanás: Satanás também pode causar sofrimento, um exemplo claro disso é a história de Jó.
• Deus: Deus é soberano, mas também é permissivo. (I Coríntios 10.13)
Parece difícil compreender que um Deus bondoso possa permitir o nosso sofrimento, mas Ele tem um propósito para isso. Pode ser para te mostrar o quanto você depende dEle, pode ser para te preparar para o ministério dele ou até mesmo simplesmente para cumprir os seus planos em nossas vidas.
Portanto, se Deus é bondoso e permite que passamos por provações e sofrimentos é porque algo bom está por vir. A Bíblia nos ensina a não nos inquietarmos com o sofrimento (1 Tessalonicenses 3.3), pois Deus sempre nos livrará (Salmos 34.19) e não permitirá que passamos por um sofrimento que não sejamos capazes de suportar. Pelo contrário, devemos nos alegrar (1 Pedro 4.12-13), pois seremos glorificados (Romanos 8.17).
Ao contrário do que muitas igrejas pregam por aí, o sofrimento é uma experiência humana universal. Todos sofrem e nem mesmo Jesus Cristo quando se fez homem deixou de sofrer, mesmo pedindo ao Pai que não passasse por isso (Mateus 26.19). Não é pela nossa oração que deixaremos de sofrer, afinal de contas devemos pedir para que seja a boa, agradável e perfeita vontade do Pai; e a vontade dEle pode ser o nosso sofrimento (I Corintios 12.7-10). O sofrimento também atinge o crente (Romanos 8.22-23) e é as vezes um sinal da nossa vida piedosa em Cristo (2 Timóteo 2.12)
As provações e sofrimentos nos aperfeiçoam (Tiago 1.2-4) e jamais saberemos lidar com elas se não olharmos para a eternidade (Romanos 8.18).
A forma mais sensata de encarar o sofrimento é orando, não para que Deus tire-o da sua vida, mas para que Deus demonstre o seu propósito e lhe dê força para suportar a provação, sabendo que o amadurecimento vem depois.

Criação e Providência

Pergunta inicial: Milagres são popularmente definidos como eventos sobrenaturais. As leis da física, medicina e outras ciências deixam de existir quando ocorre um milagre? Por exemplo, pode-se explicar a abertura do Mar Vermelho pela ciência?
Nesse estudo veremos um pouco mais sobre a obra geradora de Deus (criação) e a obra contínua dEle (providência). O mesmo Deus que criou o universo, age até hoje para a preservação da sua obra.

Criação

Quando estudamos a nossa origem, ficamos com várias dúvidas e algumas respostas. As primeiras dúvidas que surgem são quem criou o universo e como ele foi criado? Essa resposta é fácil! Gênesis 1.1 revela que Deus é o criador e fica claro no mesmo versículo que a criação foi do nada, ou seja, foi um ato da sua vontade, não tem como ninguém ter ordenado a criação. No mesmo capítulo podemos ver que a obra dEle foi boa (Gênesis 1.31).
Porém, algumas dúvidas surgiram com o debate Criacionismo x Evolucionismo. Vejamos o que a Bíblia tem a nos dizer sobre cada um desses assuntos:
Idade da Terra: É bom deixar claro que não existe uma posição definida de todos os teólogos, no que diz respeito à idade da Terra. Alguns cristãos acreditam que os “dias” relatados em gênesis e em outros livros do Antigo Testamento são iguais aos nossos dias atuais que correspondem a 24 horas. Porém isso vai de encontro com o que a ciência tem desenvolvido atualmente (datação, astronomia entre outras coisas). É importante apenas salientar que a palavra em hebraico usada em gênesis que foi traduzida como “dia” tem vários significados, inclusive um longo período de tempo.
Surgimento de novas espécies: Esse debate talvez seja mais intenso que o anterior. A Bíblia relata em Gênesis 1.21: “Criou, pois, Deus os grandes animais marinhos e todos os seres viventes que rastejam, os quais povoavam as águas, segundo as suas espécies; e todas as aves, segundo a suas espécies...”. Porém, os evolucionistas afirmam que a vida originou-se por meio de um conjunto de fatores acidentais e que todas as espécies derivam de um organismo simples. Até que ponto eles estão certos? Bom, aqui nesse texto temos novamente o problema de várias interpretações da palavra espécie. Obviamente não havia naquela época a divisão de espécie, reino, filo, ordem, enfim: o REFICOFAGE. Uma interpretação bastante aceita seria a que Deus criou por exemplo o primeiro cavalo e daí surgiram mudanças até chegarmos o ponto de termos várias espécies de cavalo. Porém, é importante estudar os falsos argumentos apresentados pelos evolucionistas. O principal deles trata-se dos órgãos vertigiais.

Providência

Entende-se por providência a ação contínua de Deus para a preservação e direção da sua criação.
Desde a criação, vemos que a maior obra de Deus foi a raça humana (Gênesis 1.26). Por isso devemos tomar cuidado ao fazer analogias da providência de Deus na vida animal (irracional), vegetal e mineral com a providência de Deus na vida humana.
Não é segredo para ninguém que os vegetais e animais irracionais não possuem vontade própria, apenas possuem instintos. Por isso na relação de Deus com esses animais é óbvio que a sua vontade é absoluta (pois é única).
A coisa começa a complicar quando olhamos para a relação de Deus com a raça humana. Ao mesmo tempo em que vemos indícios de que Deus está agindo diretamente na escolha do homem (Exodo 4.21), temos indícios também de que Ele em sua soberania nos permite tomar decisões (Genesis 2.16). A melhor explicação talvez seja de que Deus permite em algumas circunstâncias que tenhamos nossas escolhas (o que não é contra a onisciência dEle). Nessa relação (Deus e homem) temos a presença de duas vontades, uma de Um Ser Soberano e outra do ser que recebeu livre-arbítrio dEsse mesmo Ser Soberano. Uma coisa é clara, não temos o livre-arbítrio em todas nossas decisões.
Por último, vem o debate sobre os milagres. Vimos que Deus não transgride sua própria natureza, porém alguns milagres parecem ir totalmente contra as leis da física (leis de Deus). O maior exemplo talvez seja do machado flutuante (2 Reis 6.6-7). Porém, sabemos também que nosso conhecimento (inclusive científico) é muito restrito. Alguns teólogos afirmam que as leis da física continuaram valendo naquele momento, porém alguma força (desconhecida da física atual) pode ter agido contrária a força que faria o machado afundar.
Vimos que Deus age na sua criação, sem ferir o livre-arbítrio do homem, porém temos algumas perguntas a responder ainda. E o mal? De onde ele vem? Porque Deus permite isso? Nosso próximo estudo será sobre isso.

sábado, 10 de outubro de 2009

Still

O homem que citei no último discipulado é o que faz o solo da música abaixo.
Vale a pena ouvir, a música é uma benção. O nome dele é Tulele Faletolu!

Estudos para o próximo discipulado

Galerinha, no próximo discipulado iremos discutir sobre a criação. Portanto, leiam o livro de Gênesis (caps 1 a 3) e levem dúvidas para compartilhar com o grupo. Seremos edificados juntos.

Abraço

Atributos de Deus (2º estudo)

Pergunta inicial: Qual o erro bíblico da música “Deus de Promessa” do ministério Toque no Altar?

Nós, que somos templos do Espírito Santo, devemos ter uma compreensão correta de Deus. Às vezes, nos pegamos a conceitos distorcidos de Deus. Há aqueles que pensam que ele é um policial a procura de oportunidades para agarrar pessoas que estejam cometendo erros. Outros o vêem como um ser poderoso e malevolente, culpado de todo mal na Terra e, ao contrário, há também aqueles que o vêem como um avô, sempre disposto a fazer a nossa vontade.

Podemos classificar os atributos de Deus em atributos naturais e atributos morais.


Atributos Naturais

· Onipresença: Ao contrário do que muitos pensam, Deus não ocupa todo o espaço do Universo. Isso é uma tentativa de materializar Deus. Ele é espírito e invisível (João 4:24 e I Timóteo 1:17), portanto não ocupa lugar nenhum no espaço. Além do mais, ele não está dentro de tudo, como outros pensam. Se estivesse, poderíamos dizer que todos os livros são divinos ou todos os alimentos fossem divinos, pois possuem a essência de Deus em si. Deus não está preso ao espaço, nem ao tempo. Por isso, onde houver a necessidade da presença dEle, lá Ele estará (Mateus 18.20). Não podemos fugir dEle, pois ele é Deus de perto e Deus de longe (Jeremias 23:23-24 e Salmos 139:7-10)
· Onisciência: Justamente por Deus não está preso ao espaço e ao tempo, Ele sabe de tudo e a isso chamamos de onisciência. Não há desconhecido para Deus, pois Ele já viu todo presenciou todo nosso passado, presente e futuro. Ele sabe até mesmo a quantidade de fios da nossa cabeça (Mateus 10:30). Veja que isto não exclui o livre arbítrio do homem, Ele sabe quais serão as nossas escolhas.
· Onipotência: Quando ouvimos essa palavra, sempre pensamos: Deus pode todas as coisas. Isso é verdade? Não! Deus não pode mentir (Hebreus 6:18), não pode ser tentado e não pode deixar de cumprir suas promessas. Quem pratica o mal, é escravo dEle e Deus é tão poderoso que não se escraviza a ninguém. Paulo afirmava que fazia o que não aprovava (Romanos 7:15), Deus tem o poder de fazer tudo o que Ele quiser (Genesis 17.1) e jamais ele irá querer o mal.
· Unidade: Não há em nenhuma base bíblica para o politeísmo. Nosso Deus é único e somente Ele vive (Jeremias 10:10-11)! É verdade que existe a questão da trindade. Vamos discuti-la depois.
· Infinitude: Vimos que para Deus não há limites de espaço, tempo, poder ou conhecimento. Isso faz com que Ele se torne infinito.
· Imutabilidade: Deus não amadurece no sofrimento, não aprende com seus erros (até porque Ele não comete erro) e nem sofre alteração nenhuma (Tiago 1:17)


Atributos Morais

· Santidade: Deus não possui defeito algum (Mateus 5:48) e da mesma forma, seus atos são sempre perfeitos. Portanto, ele exige que sua criação também seja perfeita (não somos perfeitos porque somos limitados).
· Justiça: Por Deus ser perfeito, é impossível que ele seja injusto. Sua justiça não pode ser definida, nem julgada pelo conhecimento do homem. Ele afirma que por merecimento, deveríamos ser mortos por causa do nosso pecado.
· Amor: É difícil afirmar isso, mas talvez esse seja o maior atributo de Deus. Isso acontece porque o amor não é um atributo que Ele possui, mas Ele é Amor (I João 4:8). Amor não é um simples sentimento, mas também é entrega e Deus entregou o que ele tinha de mais valor para salvar a humanidade (João 3:16). Por esse atributo, somos libertos do castigo que nos é de merecimento.

A Trindade

Vimos que Deus é único, porém na Bíblia podemos ter indicações da deidade de “três” seres: Deus Pai (1 Coríntios 8:4-6 e 1 Timóteo 2:5-6), Jesus Cristo (Filipenses 2:5-11) e o
Espírito Santo (Atos 5:3-4).
O cristianismo é uma religião politeísta então? Não! Apesar da Bíblia testificar a deidade dos três, vemos nela também a indicação de que os três são um só (1 João 5:7). O uso constante do plural na fala de Deus também indica isso (Isaias 6:8), até mesmo na criação (Genesis 1:26).
“O ovo consiste em gema, clara e casca, os quais, juntos, constituem um ovo inteiro”.

Revelação e Inspiração Divina

Pergunta inicial: Uma tribo de índios (que vivia na época do Antigo Testamento) nunca teve a oportunidade de ouvir a palavra de Deus, e talvez por isso, praticava todo tipo de iniqüidade. Essa tribo está condenada a morte eterna?

Sendo os seres humanos finitos e Deus, infinito, não podemos conhecer a Deus, a menos que ele se revele para nós, ou seja, a menos que ele se manifeste aos humanos de tal forma que estes possam conhecê-los e ter comunhão com ele.

Existem dois tipos de revelação divina: revelação geral e revelação especial.

- Revelação Geral: Deus se comunica a respeito de si mesmo a todas as pessoas de todos os tempos e de todos os lugares. Dá-se por meio da natureza (ex. por do sol), da história (ex. povo de Israel) e da personalidade do homem. Recebe esse nome porque é acessível a todos e porque seu conteúdo é menos detalhado do que na revelação especial.
O caráter de Deus é notado quando olhamos a natureza moral e religiosa do homem. Os humanos são dotados da capacidade de fazer julgamentos sobre o que é certo ou errado (independente da preferência pessoal). Além do mais, nota-se um conhecimento de Deus quando vemos povos que viveram sua vida toda isolados da civilização e mesmo assim crêem na existência de algum ser superior. Apesar de distorcida e desfigurada, todos têm uma percepção interna de Deus. O pecado deforma o testemunho da revelação geral. Deus nos criou, mas nossos pecados foram distorcendo o testemunho dEle. Além do mais, ele causa uma cegueira e escuridão do entendimento humano. A regeneração só ocorre quando somos expostos a revelação especial.

Referências bíblicas: Salmos 19.1-4, Romanos 1.18-23, Romanos 2.14-16, Atos 14.15-17, Atos 17.22-31, Genêsis 3.17-19, 2 Corintios 4.4


- Revelação Especial: abrange comunicações particulares e manifestações de Deus para pessoas específicas em épocas específicas. Passou a ser necessária, principalmente, após a queda do homem. Pois era necessário que o homem viesse a conhecer Deus de maneira mais plena. Mesmo assim, ela já existia antes da queda (Genesis 1.28).
Deus é um ilimitado em conhecimento e poder. Seria impossível irmos até Ele para conhecermos melhor. Por isso, Ele se revela a nós de forma compreensível para os humanos (nossa linguagem, nossos meios). Jesus é o maior exemplo dessa tentativa de Deus se revelar de uma forma que pudéssemos compreender, Ele se fez homem para vencer o mundo (Hebreus 1.1-3). Ele era a perfeita imagem do Pai (João 14.9)
Tentar compreender Deus só pela razão é como tentar resolver um sistema de equação de duas incógnitas e uma equação. É preciso a segunda equação, que se chama fé.
A revelação posterior é suplementar a revelação anterior, e não contraditória. Jesus não dizia pra ignorar a lei, falava: “Ouvistes que foi dito [...] Eu, porém, vos digo”


Inspiração


É definida como a influência sobrenatural do Espírito Santo sobre os autores das Escrituras, que faz com que seus inscritos sejam realmente a Palavra de Deus. Enquanto a revelação é uma comunicação vertical, a inspiração é uma comunicação horizontal.
Há casos de inspiração sem revelação, como exemplos há as genealogias. Provavelmente, não havia a necessidade de Deus revelar as genealogias citadas na Bíblia, talvez elas estejam ali por serem informações de fácil acesso. Existe também revelação sem inspiração. Muitas coisas são omitidas nas Escrituras, pois seria inviável registrar todas as revelações divinas (João 21.25).
Seria estranho demonstrar a inspiração divina das Escrituras, usando as palavras da própria Bíblia. Porém, temos caso de personagens do Novo Testamento testificando a origem divina das Escrituras (2 Pedro 1.20-21, 2 Timóteo 3.16). Podemos ver esses e outros discursos como de testemunhas em um tribunal, visto que Pedro e Paulo não estavam querendo mostrar que suas palavras eram palavras de Deus. O Novo Testamento também tem suas “testemunhas” (2 Pedro3.16).

Porque a Bíblia foi inspirada, podemos confiar que temos a instrução divina. O fato de não termos vivido quando ocorreram os eventos e os ensinos reveladores não nos deixa destituídos no aspecto espiritual ou teológico. Temos um guia seguro. E temos motivação para estudá-la intensamente, pois sua mensagem é a genuína palavra de Deus para nós.