Nos últimos estudos, vimos como foi nossa criação, como Deus se revela a nós e como é o Deus (único) que adoramos e servimos. Porém uma das maiores inquietações do crente, com certeza está relacionado ao sofrimento. De onde vem o sofrimento? Por que ele existe se Deus é bom? Que bem pode haver em sofrer? Por que ele não se restringe aos que não crêem no Senhor? As perguntas são várias, não há como escolher uma para colocar como Pergunta inicial.
A primeira idéia que devemos ter sobre o sofrimento é de que ele não será sempre originado do nosso pecado. Se fosse assim, Jesus não teria sofrido (1 Pedro 2.21-24 Vejamos então as fontes do sofrimento:
• Adão e Eva: Herdamos algumas conseqüências do pecado original (Gênesis 3.16-19).
• Outras pessoas: A maledicência pode causar sofrimento em nós. Por exemplo, se uma pessoa dirigir bêbada ela está colocando em risco não só a sua vida, como de todos os outros motoristas que possam, eventualmente, se envolver em um acidente com ele.
• Satanás: Satanás também pode causar sofrimento, um exemplo claro disso é a história de Jó.
• Deus: Deus é soberano, mas também é permissivo. (I Coríntios 10.13)
Parece difícil compreender que um Deus bondoso possa permitir o nosso sofrimento, mas Ele tem um propósito para isso. Pode ser para te mostrar o quanto você depende dEle, pode ser para te preparar para o ministério dele ou até mesmo simplesmente para cumprir os seus planos em nossas vidas.
Portanto, se Deus é bondoso e permite que passamos por provações e sofrimentos é porque algo bom está por vir. A Bíblia nos ensina a não nos inquietarmos com o sofrimento (1 Tessalonicenses 3.3), pois Deus sempre nos livrará (Salmos 34.19) e não permitirá que passamos por um sofrimento que não sejamos capazes de suportar. Pelo contrário, devemos nos alegrar (1 Pedro 4.12-13), pois seremos glorificados (Romanos 8.17).
Ao contrário do que muitas igrejas pregam por aí, o sofrimento é uma experiência humana universal. Todos sofrem e nem mesmo Jesus Cristo quando se fez homem deixou de sofrer, mesmo pedindo ao Pai que não passasse por isso (Mateus 26.19). Não é pela nossa oração que deixaremos de sofrer, afinal de contas devemos pedir para que seja a boa, agradável e perfeita vontade do Pai; e a vontade dEle pode ser o nosso sofrimento (I Corintios 12.7-10). O sofrimento também atinge o crente (Romanos 8.22-23) e é as vezes um sinal da nossa vida piedosa em Cristo (2 Timóteo 2.12)
As provações e sofrimentos nos aperfeiçoam (Tiago 1.2-4) e jamais saberemos lidar com elas se não olharmos para a eternidade (Romanos 8.18).
A forma mais sensata de encarar o sofrimento é orando, não para que Deus tire-o da sua vida, mas para que Deus demonstre o seu propósito e lhe dê força para suportar a provação, sabendo que o amadurecimento vem depois.
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