Vejam o vídeo que comentei:
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Pecado
Pergunta inicial: Vimos no estudo de revelação que uma pessoa que não teve a oportunidade de ouvir sobre Deus também está condenado à morte eterna sem a fé. O que se pode dizer sobre as crianças? Se uma delas morrer ainda bebê estará condenada?
O estudo da doutrina do pecado torna-se importante para melhor compreensão de outras doutrinas como a salvação. Não podemos entender nossa salvação, sem antes não entendemos o motivo que faz com que nós necessitemos ser salvo. As Escrituras nos ensinam que todos pecaram (Eclesiastes 7.20, Romanos 3.23) e que a conseqüência desse pecado é a separação de Deus, ou seja, a morte espiritual (Romanos 6.23).
Porém, muitas pessoas têm distorcido a idéia de pecado. Muitos consideram pecado apenas algo de errado que fez em determinado momento e não compreende que o pecado é uma condição inerente, uma força interior. Jesus deixou bem claro que não peca só aquele que comete o ato, mas aquele que deixa seus pensamentos serem dominados por esse mal (Mateus 5.21-22 e 27-28). Além disso, peca também aquele que faz a boa obra, mas com o propósito errado (Mateus 6.2,5,16).
Aprendemos que uma das fontes de sofrimento é divina, mas isso não acontece com o pecado. De forma alguma podemos culpar Deus pela nossas tentações (Tiago 1.13-15). Deus planta algumas necessidades em nós. Por exemplo, temos a necessidade de comer e beber, mas a escolha por simplesmente suprir nossa necessidade ou transcender a necessidade é nossa. Deus ordena que dominemos o mundo (Gênesis 1.28) e indica que devemos tomar cuidado do que nos foi dado como posse (Mateus 25.14-30). No entanto, o desejo de adquirir bens se torna tão intenso que nos satisfazemos a qualquer custo. Nenhuns desses exageros são provenientes de Deus, é concupiscência da carne e dos olhos (1 João 2.16).
As conseqüências do pecado pode se dividir em três categorias:
Conseqüências que afetam o relacionamento com Deus: Desfavor divino (Provérbios 6.16-17, Tiago 4.4), punição reparadora (Hebreus 12.6), punição retributiva (Hebreus 10.30), morte física e espiritual (Romanos 5.12), morte eterna (Mateus 25.41-46)
Efeitos sobre o pecador: Escravização (Romanos 6.17), negação do pecado (Gênesis 3.11-12), auto-engano (Jeremias 17.9), insensibilidade (Mateus 12. 22-24), egocentrismo e inquietação (“Quanto dinheiro é preciso para satisfazer uma pessoa? R: Só mais um pouquinho).
Efeitos sobre o relacionamento com outras pessoas: competição (Tiago 4.1-2), rejeição da autoridade e incapacidade de amar.
Porém, nem tudo é tão simples assim, ainda mais quando entramos no assunto sobre a depravação total e o pecado original. A depravação total é um dos pontos do calvinismo. Eles afirmam que o homem após a queda tornou-se totalmente depravado e, portanto nada que ele faz sem a intervenção do Espírito Santo é bom. É verdade que vimos que até mesmo algumas boas obras sem a motivação correta é pecado, mas os textos utilizados por esses teólogos são claros ao mostrar apenas que somos inclinados ao pecado (Gênesis 6.5). Ser inclinado a algo não quer dizer que você sempre fará esse algo, por exemplo, o homem antes da queda era considerado uma obra boa de Deus e não só isso, ele era considerado a imagem e semelhança de Deus. Por isso, ele era inclinado a não pecar e fazer sempre a escolha correta, mas sabe-se muito bem que não foi isso que aconteceu.
Portanto, o que se deve entender desse termo é que somos totalmente incapazes de fazer uma quantidade de obras genuinamente meritórias o suficiente que nos qualifique para o favor de Deus.
Com relação ao pecado original a doutrina batista é bem clara e foi amplamente defendida por Agostinho. Ela ensina que Deus imputa o pecado de Adão aos seus descendentes por causa da relação orgânica e vital entre ambos. Adão representava a raça humana e o pecado dele era o pecado da raça humana. Após a raça humana ter pecado, Deus passou a nos reconhecer como uma raça que se revoltou contra ele e condenados. É preciso ter uma idéia de unidade da raça para compreender essa doutrina. Porque somos culpados por algo que não fizemos? Ora, o mesmo ocorre com nosso corpo, se os pulmões são tuberculosos e o corpo morre; os pés não têm do que se queixar, pois existe uma unidade aí.
Portanto, nascemos corruptos (Salmos 51.5) e somos condenados por isso, mas e as crianças? Elas não têm como arrepender-se do pecado de Adão. Acredita-se que elas serão salvas se morrerem antes de completar a idade ideal para discernir o bem e o mal (Mateus 19.14). Além do pecado original, elas cometem atos que aos nosso olhos são errados (ex. desobediência aos pais), porém a Bíblia é bem categórica ao afirmar que não pode ser julgado pela Lei quem não tem o conhecimento da lei (Romanos 2.12).
Apesar de toda essa nossa natureza corrompida, Deus continua a nos amar e através do sacrifício do seu filho nos ofereceu justificação (Romanos 5.19). Ele é capaz de, apesar das circunstâncias, nos considerar um homem segundo o coração dEle. Davi é o maior exemplo disso, ele matou, adulterou e cometeu inúmeros pecados que levou ele a escrever o salmo da penitência (Salmo 51) e mesmo assim era considerado um homem segundo o coração de Deus (1 Samuel 13.14).
O estudo da doutrina do pecado torna-se importante para melhor compreensão de outras doutrinas como a salvação. Não podemos entender nossa salvação, sem antes não entendemos o motivo que faz com que nós necessitemos ser salvo. As Escrituras nos ensinam que todos pecaram (Eclesiastes 7.20, Romanos 3.23) e que a conseqüência desse pecado é a separação de Deus, ou seja, a morte espiritual (Romanos 6.23).
Porém, muitas pessoas têm distorcido a idéia de pecado. Muitos consideram pecado apenas algo de errado que fez em determinado momento e não compreende que o pecado é uma condição inerente, uma força interior. Jesus deixou bem claro que não peca só aquele que comete o ato, mas aquele que deixa seus pensamentos serem dominados por esse mal (Mateus 5.21-22 e 27-28). Além disso, peca também aquele que faz a boa obra, mas com o propósito errado (Mateus 6.2,5,16).
Aprendemos que uma das fontes de sofrimento é divina, mas isso não acontece com o pecado. De forma alguma podemos culpar Deus pela nossas tentações (Tiago 1.13-15). Deus planta algumas necessidades em nós. Por exemplo, temos a necessidade de comer e beber, mas a escolha por simplesmente suprir nossa necessidade ou transcender a necessidade é nossa. Deus ordena que dominemos o mundo (Gênesis 1.28) e indica que devemos tomar cuidado do que nos foi dado como posse (Mateus 25.14-30). No entanto, o desejo de adquirir bens se torna tão intenso que nos satisfazemos a qualquer custo. Nenhuns desses exageros são provenientes de Deus, é concupiscência da carne e dos olhos (1 João 2.16).
As conseqüências do pecado pode se dividir em três categorias:
Conseqüências que afetam o relacionamento com Deus: Desfavor divino (Provérbios 6.16-17, Tiago 4.4), punição reparadora (Hebreus 12.6), punição retributiva (Hebreus 10.30), morte física e espiritual (Romanos 5.12), morte eterna (Mateus 25.41-46)
Efeitos sobre o pecador: Escravização (Romanos 6.17), negação do pecado (Gênesis 3.11-12), auto-engano (Jeremias 17.9), insensibilidade (Mateus 12. 22-24), egocentrismo e inquietação (“Quanto dinheiro é preciso para satisfazer uma pessoa? R: Só mais um pouquinho).
Efeitos sobre o relacionamento com outras pessoas: competição (Tiago 4.1-2), rejeição da autoridade e incapacidade de amar.
Porém, nem tudo é tão simples assim, ainda mais quando entramos no assunto sobre a depravação total e o pecado original. A depravação total é um dos pontos do calvinismo. Eles afirmam que o homem após a queda tornou-se totalmente depravado e, portanto nada que ele faz sem a intervenção do Espírito Santo é bom. É verdade que vimos que até mesmo algumas boas obras sem a motivação correta é pecado, mas os textos utilizados por esses teólogos são claros ao mostrar apenas que somos inclinados ao pecado (Gênesis 6.5). Ser inclinado a algo não quer dizer que você sempre fará esse algo, por exemplo, o homem antes da queda era considerado uma obra boa de Deus e não só isso, ele era considerado a imagem e semelhança de Deus. Por isso, ele era inclinado a não pecar e fazer sempre a escolha correta, mas sabe-se muito bem que não foi isso que aconteceu.
Portanto, o que se deve entender desse termo é que somos totalmente incapazes de fazer uma quantidade de obras genuinamente meritórias o suficiente que nos qualifique para o favor de Deus.
Com relação ao pecado original a doutrina batista é bem clara e foi amplamente defendida por Agostinho. Ela ensina que Deus imputa o pecado de Adão aos seus descendentes por causa da relação orgânica e vital entre ambos. Adão representava a raça humana e o pecado dele era o pecado da raça humana. Após a raça humana ter pecado, Deus passou a nos reconhecer como uma raça que se revoltou contra ele e condenados. É preciso ter uma idéia de unidade da raça para compreender essa doutrina. Porque somos culpados por algo que não fizemos? Ora, o mesmo ocorre com nosso corpo, se os pulmões são tuberculosos e o corpo morre; os pés não têm do que se queixar, pois existe uma unidade aí.
Portanto, nascemos corruptos (Salmos 51.5) e somos condenados por isso, mas e as crianças? Elas não têm como arrepender-se do pecado de Adão. Acredita-se que elas serão salvas se morrerem antes de completar a idade ideal para discernir o bem e o mal (Mateus 19.14). Além do pecado original, elas cometem atos que aos nosso olhos são errados (ex. desobediência aos pais), porém a Bíblia é bem categórica ao afirmar que não pode ser julgado pela Lei quem não tem o conhecimento da lei (Romanos 2.12).
Apesar de toda essa nossa natureza corrompida, Deus continua a nos amar e através do sacrifício do seu filho nos ofereceu justificação (Romanos 5.19). Ele é capaz de, apesar das circunstâncias, nos considerar um homem segundo o coração dEle. Davi é o maior exemplo disso, ele matou, adulterou e cometeu inúmeros pecados que levou ele a escrever o salmo da penitência (Salmo 51) e mesmo assim era considerado um homem segundo o coração de Deus (1 Samuel 13.14).
domingo, 1 de novembro de 2009
Anjos e Demônios
Pergunta inicial: A idéia de anjo da guarda surgiu de onde? É algo mundano ou do meio cristão mesmo?
Esse assunto é de extrema dificuldade, não é por falta de citação na bíblia, pois só a palavra anjo é citada mais de 275 vezes na Bíblia. O grande problema é todas as citações são breves. Para facilitar o estudo, vamos dividir em algumas partes.
Terminologia: As palavras hebraicas e gregas equivalente a anjo são, respectivamente, mal’ak e angelos, que significam mensageiros.
Criação: Não sabemos quando os anjos foram criados, pois sua criação não é narrada no livro de Genêsis, mas certamente foi antes da queda do homem e foi por Deus (Salmos 148.2-5). Assim como toda a obra do Senhor, os anjos foram criados com a natureza santa. Também não temos evidência deles terem o livre arbítrio. O fato de alguns terem decaídos, não implica que eles tiveram essa escolha. Talvez fosse o propósito de Deus. São seres que não possuem corpo físico, a Bíblia indica que eles são espíritos (Hebreus 1.13-14). Além do mais, são inferiores a Cristo (Hebreus 1.5-6)
Quantidade: Novamente não se sabe ao certo quantos são os anjos, mas a Bíblia indica por diversas vezes que não são poucos (Mateus 26.53, Apocalipse 5.11). Muito provavelmente a quantidade de anjos é a mesma da época da Criação, pois eles não morrem (Lucas 20.36) e provavelmente não se reproduzem, pois não se casam (Marcos 12.25). A quantidade pode variar caso Deus crie mais anjos no decorrer da história, mas não há citação disso.
Personalidade: Eles não são oniscientes (1 Pedro 1.12, Mateus 24.36), mas são inteligentes (2 Samuel 14.20). Existe neles o sentimento de adoração (Lucas 2.13) e tem o conhecimento de que eles não merecem nenhuma adoração (Apocalipse 22.8-9). Alguns são santos e farão parte da segunda vinda de Cristo (Mateus 25.31, Marcos 8.38).
Sexo: Ao contrário do que muitos pensam, não há nenhum indício bíblico que diga que os anjos eram todos do sexo masculino. Pelo contrário, Zacarias 5.9 dá um leve indício de que há anjos do sexo feminino.
Atividades: Louvam e glorificam a Deus, em sua presença (Salmos 103.20, Apocalipse 7.11) e na terra (Lucas 2.13-14). Revelam e comunicam a mensagem de Deus (Atos 7.53, Gálatas 3.19, Hebreus 2.2). Protegem os crentes (Atos 5.19, Atos 12.6-11, Salmos 34.7, Salmos 91.11). Executam julgamentos sobre os inimigos de Deus (2 Reis 19.35, Atos 12.23).
Hierarquia: Existe uma hierarquia e divisão de tarefas entre os anjos. Por exemplo, sabe-se que os arcanjos (ex. Miguel) são mais importantes, existem aqueles denominados “primeiros príncipes” (Daniel 10.13), os serafins estão ligados à adoração (Isaías 6.1-3) e os querubins à santidade (Gênesis 3.22-24).
Anjos da Guarda: Todos nós (santos) temos anjos da guarda. Isso fica claro em alguns versículos (Mateus 18.10, Atos 12.15, Hebreus 1.14). Porém nenhum desses textos demonstra que existe um anjo separado para cada santo (não tratamos aqui de uma função bijetora). A idéia de anjo da guarda, parte do príncipio, já citado, de que uma das atividades nos anjos é nos proteger.
Demônios: São anjos que em determinado momento caíram na tentação. Não se sabe quando ocorreu essa queda, mas certamente foi após Deus ter criado o homem. A conseqüência da queda deles foi a vida no inferno (2 Pedro 2.4, Judas 6). São liderados por Satanás, que tem se empenhado em opor Deus (Mateus 4.1, Lucas 22.3). Sua queda ocorreu por tentar ser maior que Deus (Isaías 14.12-17). A principal estratégia é o engano (2 Corintios 11.14-15, Apocalipse 20.7-8) e estará sempre disposto a atrapalhar nossa obra (1 Tessalonicenses 2.18). Apesar de poderoso, ele é limitado a permissão de Deus (Jó 1.12)
Possesões Demoníacas: As possessões demoníacas existem sim, há vários relatos na Bíblia e nenhum versículo indica que deixaram de ocorrer em determinado momento. Elas são variadas: causam doenças físicas (Atos 8.7), força incomum (Marcos 5.2-4), loucuras (Lucas 8.27) ou comportamento autodestrutivo (Marcos 5.5). Há evidência bíblicas de que existe grau de gravidade na possessão (Mateus 12.45) e de que eles possam possuir animais também (Lucas 8). Importante salientar que Jesus sempre diferenciou doenças de possessões demoníacas (Lucas 13.32) e sempre frisou a importância da fé e da oração (Mateus 17.19-21).
Existe um grande dilema do quão importante é o estudo sobre possessões. A medida mais consciente seria não tratar o assunto com tanta importância ao ponto de desprezar outras formas sutis de influência do mal e nem com tanta leviandade ao ponto de fingir que isso não existe.
Porém, a lição mais importante que podemos tirar desse estudo sobre os anjos é que o conhecimento acerca dos anjos maus servem para nos alertar contra o perigo e a sutileza da tentação que se pode esperar das forças satânicas e nos faz perceber algumas estratégias do diabo. Ficamos alertas quando percebemos que até os anjos, que estavam perto de Deus, sucumbiram à tentação e caíram. Isso é um aviso para nós (1 Coríntios 10.12).
Esse assunto é de extrema dificuldade, não é por falta de citação na bíblia, pois só a palavra anjo é citada mais de 275 vezes na Bíblia. O grande problema é todas as citações são breves. Para facilitar o estudo, vamos dividir em algumas partes.
Terminologia: As palavras hebraicas e gregas equivalente a anjo são, respectivamente, mal’ak e angelos, que significam mensageiros.
Criação: Não sabemos quando os anjos foram criados, pois sua criação não é narrada no livro de Genêsis, mas certamente foi antes da queda do homem e foi por Deus (Salmos 148.2-5). Assim como toda a obra do Senhor, os anjos foram criados com a natureza santa. Também não temos evidência deles terem o livre arbítrio. O fato de alguns terem decaídos, não implica que eles tiveram essa escolha. Talvez fosse o propósito de Deus. São seres que não possuem corpo físico, a Bíblia indica que eles são espíritos (Hebreus 1.13-14). Além do mais, são inferiores a Cristo (Hebreus 1.5-6)
Quantidade: Novamente não se sabe ao certo quantos são os anjos, mas a Bíblia indica por diversas vezes que não são poucos (Mateus 26.53, Apocalipse 5.11). Muito provavelmente a quantidade de anjos é a mesma da época da Criação, pois eles não morrem (Lucas 20.36) e provavelmente não se reproduzem, pois não se casam (Marcos 12.25). A quantidade pode variar caso Deus crie mais anjos no decorrer da história, mas não há citação disso.
Personalidade: Eles não são oniscientes (1 Pedro 1.12, Mateus 24.36), mas são inteligentes (2 Samuel 14.20). Existe neles o sentimento de adoração (Lucas 2.13) e tem o conhecimento de que eles não merecem nenhuma adoração (Apocalipse 22.8-9). Alguns são santos e farão parte da segunda vinda de Cristo (Mateus 25.31, Marcos 8.38).
Sexo: Ao contrário do que muitos pensam, não há nenhum indício bíblico que diga que os anjos eram todos do sexo masculino. Pelo contrário, Zacarias 5.9 dá um leve indício de que há anjos do sexo feminino.
Atividades: Louvam e glorificam a Deus, em sua presença (Salmos 103.20, Apocalipse 7.11) e na terra (Lucas 2.13-14). Revelam e comunicam a mensagem de Deus (Atos 7.53, Gálatas 3.19, Hebreus 2.2). Protegem os crentes (Atos 5.19, Atos 12.6-11, Salmos 34.7, Salmos 91.11). Executam julgamentos sobre os inimigos de Deus (2 Reis 19.35, Atos 12.23).
Hierarquia: Existe uma hierarquia e divisão de tarefas entre os anjos. Por exemplo, sabe-se que os arcanjos (ex. Miguel) são mais importantes, existem aqueles denominados “primeiros príncipes” (Daniel 10.13), os serafins estão ligados à adoração (Isaías 6.1-3) e os querubins à santidade (Gênesis 3.22-24).
Anjos da Guarda: Todos nós (santos) temos anjos da guarda. Isso fica claro em alguns versículos (Mateus 18.10, Atos 12.15, Hebreus 1.14). Porém nenhum desses textos demonstra que existe um anjo separado para cada santo (não tratamos aqui de uma função bijetora). A idéia de anjo da guarda, parte do príncipio, já citado, de que uma das atividades nos anjos é nos proteger.
Demônios: São anjos que em determinado momento caíram na tentação. Não se sabe quando ocorreu essa queda, mas certamente foi após Deus ter criado o homem. A conseqüência da queda deles foi a vida no inferno (2 Pedro 2.4, Judas 6). São liderados por Satanás, que tem se empenhado em opor Deus (Mateus 4.1, Lucas 22.3). Sua queda ocorreu por tentar ser maior que Deus (Isaías 14.12-17). A principal estratégia é o engano (2 Corintios 11.14-15, Apocalipse 20.7-8) e estará sempre disposto a atrapalhar nossa obra (1 Tessalonicenses 2.18). Apesar de poderoso, ele é limitado a permissão de Deus (Jó 1.12)
Possesões Demoníacas: As possessões demoníacas existem sim, há vários relatos na Bíblia e nenhum versículo indica que deixaram de ocorrer em determinado momento. Elas são variadas: causam doenças físicas (Atos 8.7), força incomum (Marcos 5.2-4), loucuras (Lucas 8.27) ou comportamento autodestrutivo (Marcos 5.5). Há evidência bíblicas de que existe grau de gravidade na possessão (Mateus 12.45) e de que eles possam possuir animais também (Lucas 8). Importante salientar que Jesus sempre diferenciou doenças de possessões demoníacas (Lucas 13.32) e sempre frisou a importância da fé e da oração (Mateus 17.19-21).
Existe um grande dilema do quão importante é o estudo sobre possessões. A medida mais consciente seria não tratar o assunto com tanta importância ao ponto de desprezar outras formas sutis de influência do mal e nem com tanta leviandade ao ponto de fingir que isso não existe.
Porém, a lição mais importante que podemos tirar desse estudo sobre os anjos é que o conhecimento acerca dos anjos maus servem para nos alertar contra o perigo e a sutileza da tentação que se pode esperar das forças satânicas e nos faz perceber algumas estratégias do diabo. Ficamos alertas quando percebemos que até os anjos, que estavam perto de Deus, sucumbiram à tentação e caíram. Isso é um aviso para nós (1 Coríntios 10.12).
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